Na primeira vez que estive na livraria Barnes and Noble, em Nova Iorque, eu estava estudando para a minha monografia do curso de Comunicação Social, e me deparei com um livro de Music Marketing do Bob Baker. Comprei o livro e, desde então, acompanho seu blog, já fiz alguns de seus cursos, além de comprar vários de seus E-books. Depois do Ulysses, que me inspirou e orientou para criar este projeto, posso dizer que Bob Baker é meu mestre. E, de vez em quando, gosto de fazer uma tradução resumida e comentada, em minhas palavras, de posts que ele publica. Hoje vou falar de algumas dicas ousadas que ele deu, em um momento em que ele estava um tanto inspirado. Vamos lá.
O que acha de, literalmente, deixar que um potencial fã coma sua banda ou música? Vou explicar: A indústria do cinema costuma divulgar filmes por meio da disponibilização de seus personagens na forma de brinquedos em redes de fast food, como o Mc Donalds. Então Bob se perguntou: Que tal uma banda fazer isso, é claro, em proporções menores? Se sua banda, álbum ou uma música tem um nome que pode estar associado a comida, você pode sugerir que este nome entre para o cardápio de um restaurante ou café. Vamos supor que a sua banda se chame Sugar Soul. Por que não sugerir que uma doceria coloque este nome em uma de suas deliciosas sobremesas? No mínimo, isso poderia despertar a curiosidade. Ele propôs isso com comida, mas eu já imaginei que é possível usar uma tática similar em outras áreas, como propor o nome de uma banda de música eletrônica para aula de ginástica em academia, ou até criar looks em lojas de roupas com nomes de grupos musicais que representem cada um dos estilos de figurino.
Outra idéia sugerida por ele, para provocar uma repercussão boca a boca, é inserir, junto ao CD ou DVD da banda, um jogo trivial, porém temático, de acordo com as letras, conceitos e logomarca da banda. Imagine ter um caça-palavras com os títulos das músicas do álbum, para as pessoas procurarem? Ou até mesmo um jogo dos 7 erros com a capa do CD? Isso poderia tornar a experiência com a sua música ainda mais interativa e, por ser algo diferente e divertido, incentivaria as pessoas a comentarem. Uma coisa que já imaginei há algum tempo, e que não cheguei a ver o Bob comentar, é um show de música junto a uma competição de games. Por exemplo, a banda faz a trilha sonora do game que aparece em telão ao fundo do palco, enquanto dois fãs competem em rede, direto do backstage ou da arena. O ganhador pode ter a chance de subir ao palco, ir ao camarim ou ganhar o CD da banda.
Quem quiser entrar no ritmo das idéias ousadas, está mais que convidado a publicar um comentário.
Fonte: Blog do Bob Baker
Faça da sua música um negócio
Marketing musical para quem quer conquistar fãs, vender CDs e shows, e ganhar dinheiro com a música.
sábado, 9 de julho de 2011
Algumas idéias ousadas e baratas do Bob Baker, para divulgar bandas (e alguns pitacos meus)
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Curso intensivo: Como escrever um projeto cultural, com Maria Alice S. Lima
A Estação das Letras oferece, a partir de 11/07, o curso intensivo “Como escrever um projeto cultural”, com Maria Alice S. Lima, jornalista e produtora cultural, que dará informações sobre a produção cultural no Brasil de hoje – do desenvolvimento da idéia à captação de recursos junto às empresas e ao poder público em 5 encontros.
Como escrever um projeto cultural
De 11/07 a 15/07, das 10h ao meio-dia.
Valor: R$ 280,00
De 11/07 a 15/07, das 10h ao meio-dia.
Valor: R$ 280,00
Profa: Maria Alice S. Lima, jornalista e produtora cultural.
Estação das Letras - Rua Marquês de Abrantes 177, 107 e 108 Flamengo - Rio de Janeiro – RJ / Contato: (21) 3237-3947
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
iRiver P8 é um player de música e vídeo com uma monstruosa bateria
Fonte: MSN Tecnologia
Sempre que pensamos em um tocador de música digital ou na hora de assistir um vídeo com um aparelho na palma de nossas mãos e distante de uma tomada, ficamos com uma limitada duração da bateria. Hoje, quem domina o mercado de música é o extremamente popular iPod, e sua bateria cresceu de forma monstruosa para surpir sua festa com 40 horas seguidas de música em uma só carga, mas agora ele tem um competidor com o mesmo potencial.
O modelo P8 da iRiver tem tela maior do que o iPod Touch – são 5 polegadas contra 3,5 polegadas no aparelho da Apple -, só que a resolução dele é inferior, já que o iPod Touch mais recente vem com a mesma resolução do iPhone 4, ou seja, 960 x 640 pixels e o P8 tem 800 x 480 pixels. O que chama atenção é que ele tem uma tela maior e a bateria dura pouquíssimo mais do que o iPod Touch, ou seja, leva a festa por mais tempo. A iRiver garante que seu aparelho reproduz as mesmas 40 horas de música, mas também promete 9 horas de vídeo, contra 7 do iPod Touch.
O P8 vem com 8 ou 16 GB de memória interna e a possibilidade de expandir isso com um cartão microSD, há conexão HDMI para enviar o vídeo para outra tela e ele é capaz de reproduzir uma série de formatos, como MP3, WMA, OGG, APE, FLAC, WAV, AVI, XviD, WMV, MKV, JPG, BMP, PNG, GIF, TXT em um corpo com 145×54.5×13.8mm e pesando apenas 227 gramas. Ainda não há informações sobre quando ele será lançado nem seu preço final.
Com informações do site gringo Engadget.
Sempre que pensamos em um tocador de música digital ou na hora de assistir um vídeo com um aparelho na palma de nossas mãos e distante de uma tomada, ficamos com uma limitada duração da bateria. Hoje, quem domina o mercado de música é o extremamente popular iPod, e sua bateria cresceu de forma monstruosa para surpir sua festa com 40 horas seguidas de música em uma só carga, mas agora ele tem um competidor com o mesmo potencial.
O modelo P8 da iRiver tem tela maior do que o iPod Touch – são 5 polegadas contra 3,5 polegadas no aparelho da Apple -, só que a resolução dele é inferior, já que o iPod Touch mais recente vem com a mesma resolução do iPhone 4, ou seja, 960 x 640 pixels e o P8 tem 800 x 480 pixels. O que chama atenção é que ele tem uma tela maior e a bateria dura pouquíssimo mais do que o iPod Touch, ou seja, leva a festa por mais tempo. A iRiver garante que seu aparelho reproduz as mesmas 40 horas de música, mas também promete 9 horas de vídeo, contra 7 do iPod Touch.
O P8 vem com 8 ou 16 GB de memória interna e a possibilidade de expandir isso com um cartão microSD, há conexão HDMI para enviar o vídeo para outra tela e ele é capaz de reproduzir uma série de formatos, como MP3, WMA, OGG, APE, FLAC, WAV, AVI, XviD, WMV, MKV, JPG, BMP, PNG, GIF, TXT em um corpo com 145×54.5×13.8mm e pesando apenas 227 gramas. Ainda não há informações sobre quando ele será lançado nem seu preço final.
Com informações do site gringo Engadget.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
MAPEAMENTO DA ATIVIDADE MUSICAL NO DISTRITO FEDERAL APONTA NOVAS PERSPECTIVAS PARA O SETOR
Músicos, compositores, DJs e outros profissionais da música podem contribuir para a construção de um novo cenário, respondendo ao questionário online do projeto Bússola Cultural.
A capital federal já é reconhecida pelos artistas e bandas que conquistaram fãs por todo o Brasil, mas, para aqueles que estão começando ou ainda se encontram na batalha para construir uma carreira, desenvolver condições favoráveis à atividade é de extrema importância. Para começar essa mudança, é preciso identificar, com o máximo de precisão, os tipos e níveis de necessidades dos atores que compoem o mercado de música, sendo este o papel do Bússola Cultural, primeiro projeto de pesquisa apoiado pela Secretaria de Cultura do DF (FAC).
O estudo é implementado pela AD&M (UNB), considerada pelo Sebrae como uma das melhores empresas de consultoria no Brasil, que irá entrevistar aproximadamente 1.000 músicos do Distrito Federal, por meio de metodologia que envolve grupo focal e pesquisa quantitativa. E a idéia de também disponibilizar o questionário por meio online é justamente ampliar a abrangência desta análise, que irá resultar no livro Diagnóstico da Atividade Exercida por Músicos do Distrito Federal e web site, onde profissionais, empresas, instituições, órgãos governamentais e os próprios consumidores poderão consultar dados atualizados que retratem o segmento.
Entre as vantagens que serão geradas após a execução da pesquisa, está a facilidade na tomada de decisões por parte do governo, para a criação de medidas e políticas públicas que ofereçam melhores condições e expectativas aos músicos do DF. Produtores culturais, empresários da área e a própria iniciativa privada também terão maior acesso a artistas e bandas de vários locais, além de poder direcionar produtos e projetos ao atendimento de demandas específicas. Também são previstos benefícios para a sociedade, que terá à sua disposição mais qualidade e diversidade artística.
O projeto é coordenado pela G4 Produções e Movimento Calango, e seu questionário está disponível no site www.bussolacultural.com , com perguntas relacionadas ao gênero musical, instrumentos utilizados, influências sobre a carreira, formação, grau de satisfação em diversos aspectos, hábitos de consumo, formas de comunicação, grau de conhecimento e interação com sistemas de financiamento cultural, afiliação a entidades do setor, etc. Músicos de todo o DF, independentemente de gênero e tipo de atividade, podem e devem participar, colaborando para a diversidade e abundância de dados sobre o setor.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Turntable.fm pode apontar novas tendências para lançamentos musicais
Imagine ter um termômetro online e gratuito na maior rede social do mundo para identificar as reações que o público teria à sua música. E imagine poder promover essa música em festas virtuais com diferentes grupos. Está chegando o game social Turntable.fm, onde profissionais e amadores podem liderar as pickups, seja selecionando fonogramas de um banco de dados ou realizando uploads. Enquanto isso, ouvintes podem votar para que sua música continue ou pare de ser tocada, em salas para todos os gêneros e gostos, onde ainda é possível trocar comentários sobre o som que está sendo reproduzido.
Toda a mídia está comunicando que este aplicativo que mistura música, game e chat já se tornou uma febre mundial, mesmo antes de ser lançado a todo o público. Um boca a boca poderosíssimo já está se formando, e quando a ferramenta estiver 100% disponível, deve ter toda uma movimentação. Atualmente, ela só pode ser utilizada por convidados do Facebook, e parece que até o criador Marck Zuckerberg está dando uma de DJ. Cabe aos músicos pensar em formas de aproveitar essa oportunidade, seja para perceber o que suas músicas provocam nas pessoas, ou para oficializar um lançamento.
Imagine que, no dia oficial de seu lançamento, todos os seus amigos assumam as pickups tocando a sua música de trabalho. Onde o seu som poderia chegar? Não tive ainda a oportunidade de experimentar a ferramenta, seja como uma DJ amadora ou ouvinte (que dança se curte a música), mas já imagino o que ela pode representar. Ela até poder ter um ponto de partida similar ao da Blip.FM, mas o diferente é que, se os seus ouvintes quiserem, podem te ajudar a acumular pontos ou fazer com que sua música pare de tocar, dando espaço para outros DJs.
Não sei que rumo isso irá tomar, mas acho que é bom ficar atento.
A reflexão é minha, mas as fontes são: Meio Desligado e Exame
Toda a mídia está comunicando que este aplicativo que mistura música, game e chat já se tornou uma febre mundial, mesmo antes de ser lançado a todo o público. Um boca a boca poderosíssimo já está se formando, e quando a ferramenta estiver 100% disponível, deve ter toda uma movimentação. Atualmente, ela só pode ser utilizada por convidados do Facebook, e parece que até o criador Marck Zuckerberg está dando uma de DJ. Cabe aos músicos pensar em formas de aproveitar essa oportunidade, seja para perceber o que suas músicas provocam nas pessoas, ou para oficializar um lançamento.
Imagine que, no dia oficial de seu lançamento, todos os seus amigos assumam as pickups tocando a sua música de trabalho. Onde o seu som poderia chegar? Não tive ainda a oportunidade de experimentar a ferramenta, seja como uma DJ amadora ou ouvinte (que dança se curte a música), mas já imagino o que ela pode representar. Ela até poder ter um ponto de partida similar ao da Blip.FM, mas o diferente é que, se os seus ouvintes quiserem, podem te ajudar a acumular pontos ou fazer com que sua música pare de tocar, dando espaço para outros DJs.
Não sei que rumo isso irá tomar, mas acho que é bom ficar atento.
A reflexão é minha, mas as fontes são: Meio Desligado e Exame
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Quem vem primeiro? A música ou o negócio?
Um leitor do blog comentou um de meus posts, falando do valor da persistência de um músico, e questionando essa coisa de visar tanto o público e a geração de recursos através de um trabalho musical. Daí, veio a reflexão (muito boa, por sinal): Quem vem primeiro? A música ou o negócio? Igual aquela pergunta: O ovo ou a galinha?
Penso eu (e concordando com o leitor) que, antes de tudo, vem a vontade e necessidade de fazer música. É por isso que pessoas fazem cursos de música, passam horas compondo e mais horas ensaiando. É algo que, lá de dentro, move o artista, e isso é muito bom para trazer coisas novas à nossa cultura, especialmente quando essa música consegue chegar até a gente. Antes de prosseguir, já lanço a pergunta: E como fazer essa música correr por vários condutos até chegar "tocar" nossos ouvidos?
Então, vem a questão: Você tem a sua música, tem talento, acredita nela e quer viver disso. Quando chega a este último ítem - viver de música - é que são elas. Este é um momento decisivo, onde você precisa aliar a sua vontade à vontade do público, afinal, seu trabalho só renderá dinheiro se alguém quiser e puder consumí-lo. Deixo claro que não é para desistir do que você criou e adora, mas, antes de transformar seu trabalho artístico em negócio, é importante fazer uma reflexão: Onde estão as pessoas que poderiam gostar dessa música? Partindo de suas composições, há algo que você ainda poderia desenvolver para criar uma identidade com elas, de forma que você também goste (talvez até mais) do que está fazendo? Inclusive, este é um trabalho bastante realizado pelos produtores musicais, ou seja, identificar o que a sua música tem de melhor e exclusivo e, a partir daí, trabalhá-la para que fique atraente não só para a banda, mas também para o consumidor de música. Normalmente, esse produtor tem uma visão imparcial de seu trabalho musical, ou seja, artístico e original, mas também comercial.
É fato: O negócio vem depois do desejo de fazer música, assim como de um processo criativo. Mas, todo negócio, não importa o segmento, carrega um grau de risco. Ele tem todas as chances de dar certo, mas sempre é incerto. E, para reduzir esse grau de incerteza, enxugando os nossos custos e investindo nossos esforços com total foco, não tem jeito, é preciso encontrar um público que potencialmente possa vir a se tornar seu fã. Mas não é só isso, este fã deve adorar a sua música assim como você, ao ponto de estar disposto a consumí-la, pagando o quanto você precisaria para se manter em sua trilha.
Encorajo todos os músicos a seguirem aquilo que acreditam com total persistência, lembrando que o caminho é longo e cheio de curvas, mas extremamente recompensador quando se chega a um determinado ponto. Mas há alguns atalhos que podemos pegar para encurtar a distância entre o nosso presente e o futuro que pretendemos alcançar. O poder das recomendações dos seus fãs ou amigos é imensurável. Por isso, quando digo para começar tentando conquistar o interesse das pessoas que já estão à sua volta, é porque essa é a forma mais segura, consistente e multiplicadora de se chegar lá, podendo, é claro, haver exceções. Não há nada igual à força de seus fãs para propagar sua música e, como costumamos ter gostos em comum com os nossos amigos (e amigos dos amigos, em uma verdadeira rede social real), eles, naturalmente, seriam fortes candidatos ao cargo de fãs Nº 1, ou seja, aqueles que vão gritar aos quatro cantos que sua música é boa, e que, provavelmente, serão ouvidos.
Como um bom empreendedor, acredite na música que faz como ninguém, mas também como um bom empreendedor, analise as suas possibilidades sempre que for dar um próximo passo. Por que muitos negócios pequenos crescem com solidez? Por que eles deram um passo após o outro.
Penso eu (e concordando com o leitor) que, antes de tudo, vem a vontade e necessidade de fazer música. É por isso que pessoas fazem cursos de música, passam horas compondo e mais horas ensaiando. É algo que, lá de dentro, move o artista, e isso é muito bom para trazer coisas novas à nossa cultura, especialmente quando essa música consegue chegar até a gente. Antes de prosseguir, já lanço a pergunta: E como fazer essa música correr por vários condutos até chegar "tocar" nossos ouvidos?
Então, vem a questão: Você tem a sua música, tem talento, acredita nela e quer viver disso. Quando chega a este último ítem - viver de música - é que são elas. Este é um momento decisivo, onde você precisa aliar a sua vontade à vontade do público, afinal, seu trabalho só renderá dinheiro se alguém quiser e puder consumí-lo. Deixo claro que não é para desistir do que você criou e adora, mas, antes de transformar seu trabalho artístico em negócio, é importante fazer uma reflexão: Onde estão as pessoas que poderiam gostar dessa música? Partindo de suas composições, há algo que você ainda poderia desenvolver para criar uma identidade com elas, de forma que você também goste (talvez até mais) do que está fazendo? Inclusive, este é um trabalho bastante realizado pelos produtores musicais, ou seja, identificar o que a sua música tem de melhor e exclusivo e, a partir daí, trabalhá-la para que fique atraente não só para a banda, mas também para o consumidor de música. Normalmente, esse produtor tem uma visão imparcial de seu trabalho musical, ou seja, artístico e original, mas também comercial.
É fato: O negócio vem depois do desejo de fazer música, assim como de um processo criativo. Mas, todo negócio, não importa o segmento, carrega um grau de risco. Ele tem todas as chances de dar certo, mas sempre é incerto. E, para reduzir esse grau de incerteza, enxugando os nossos custos e investindo nossos esforços com total foco, não tem jeito, é preciso encontrar um público que potencialmente possa vir a se tornar seu fã. Mas não é só isso, este fã deve adorar a sua música assim como você, ao ponto de estar disposto a consumí-la, pagando o quanto você precisaria para se manter em sua trilha.
Encorajo todos os músicos a seguirem aquilo que acreditam com total persistência, lembrando que o caminho é longo e cheio de curvas, mas extremamente recompensador quando se chega a um determinado ponto. Mas há alguns atalhos que podemos pegar para encurtar a distância entre o nosso presente e o futuro que pretendemos alcançar. O poder das recomendações dos seus fãs ou amigos é imensurável. Por isso, quando digo para começar tentando conquistar o interesse das pessoas que já estão à sua volta, é porque essa é a forma mais segura, consistente e multiplicadora de se chegar lá, podendo, é claro, haver exceções. Não há nada igual à força de seus fãs para propagar sua música e, como costumamos ter gostos em comum com os nossos amigos (e amigos dos amigos, em uma verdadeira rede social real), eles, naturalmente, seriam fortes candidatos ao cargo de fãs Nº 1, ou seja, aqueles que vão gritar aos quatro cantos que sua música é boa, e que, provavelmente, serão ouvidos.
Como um bom empreendedor, acredite na música que faz como ninguém, mas também como um bom empreendedor, analise as suas possibilidades sempre que for dar um próximo passo. Por que muitos negócios pequenos crescem com solidez? Por que eles deram um passo após o outro.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Redes sociais aplicadas à música, por Christian Garcia, da Banda Bleffe (RJ)
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Fazer a trilha sonora de uma campanha publicitária também é uma forma de ganhar dinheiro com música
Renato Russo já morreu e a banda Legião Urbana não existe mais (a não ser nos CDs, MP3, DVDs e rodas de violão), mas a tão cantada música "Eduardo e Mônica" deu origem ao novo vídeo viral da Vivo, que teve a sacada de usar este hit para se aproximar ainda mais de seu público-alvo. Eles, literalmente, fizeram um víde-clipe da música em homenagem ao Dia dos Namorados, todo contextualizado, ou seja, adaptado à realidade "mobile", ou melhor, à realidade da Vivo. E, mesmo que o grupo não exista mais, vai ganhar com isso, tanto em direitos autorais quanto no fato de reavivar um trabalho da Legião Urbana. Pena que o vídeo não se passa em Brasília, mas vale conferir.
Já pensou se a sua banda, em vida, tiver sua música em uma campanha publicitária? Você tem alguma música que possa ajudar a vender um produto ou a contar uma história interessante? Fica aí a reflexão ...
Já pensou se a sua banda, em vida, tiver sua música em uma campanha publicitária? Você tem alguma música que possa ajudar a vender um produto ou a contar uma história interessante? Fica aí a reflexão ...
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sábado, 4 de junho de 2011
Dica especial sobre a foto da banda
Quando você tira uma foto e passa ela de sua máquina para o computador, ela é nomeada com um código. Mas, se você for publicá-la na internet, vai aí a dica: O Google e outros buscadores não lêem a imagem, mas sim palavras. Por isso, antes de fazer o upload, renomeie a imagem, colocando, por exemplo, o nome da banda e estilo musical. Essa é uma forma de ampliar a sua encontrabilidade na web.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Imagens que dizem mais que mil palavras. A foto da banda.
Se você der uma espiada na sessão de imagens do Google, buscando pela palavra "banda", encontrará diversas fotos. É interessante observar que cada uma comunica um gênero e conceito diferentes, ou seja, aquilo que sintetiza a sua marca. Decidi fazer este post para falar um pouco sobre a importância de se produzir fotos bem pensadas da banda, aquelas que irão aparecer em seu site, release, CD. Da mesma forma que você tem a famosa "música de trabalho", deve ter a sua foto de trabalho.
Quando dizemos que uma imagem vale mais do que mil palavras é verdade. O que cada uma destas fotos transmite a você? É importante amarrar muito bem o conceito da banda, de forma que sua música, letras, gênero, todo material de comunicação, figurino, cabelos e, em alguns casos, até expressões faciais digam a mesma coisa para as pessoas. Isso é o que chamamos de unidade, e é isso que cria um vínculo do público com o seu trabalho, que ao ver uma imagem, um ícone, um detalhe, já sabe que é você.
Quando dizemos que uma imagem vale mais do que mil palavras é verdade. O que cada uma destas fotos transmite a você? É importante amarrar muito bem o conceito da banda, de forma que sua música, letras, gênero, todo material de comunicação, figurino, cabelos e, em alguns casos, até expressões faciais digam a mesma coisa para as pessoas. Isso é o que chamamos de unidade, e é isso que cria um vínculo do público com o seu trabalho, que ao ver uma imagem, um ícone, um detalhe, já sabe que é você.
O que estas calças militares dizem? Por que é um com óculos escuros, um sem, outro com e o último sem? O que o fato de eles estarem lado a lado representa? Há um líder na banda? Quem? E os cavanhaques? Por que dois são cabeludos e dois tem cabelos curtos? Percebem a simetria? As camisas também dizem alguma coisa, não é mesmo? E o local escolhido? Se eu contar que o nome da banda é Barato Proibido, o que vem à mente?
Perceberam a forte presença das barbas e bigodes? Por que eles estão sem camisa? E por que estão sorrindo tanto? Também foram colocados lado a lado, de forma diferente. E qual a razão de dar a sensação de estar olhando dentro de um caleidoscópio? O que esta foto tem a ver com o nome Black Rio?
Por que a banda Cachorro Grande está toda de preto, riscando um muro sujo e mofado? Qual é a razão de apenas um integrante estar sentado? Você se identifica com estes cabelos? Se você também usasse estes cortes de cabelos, estaria mais aberto a conhecer a banda? O que a imagem diz sobre o estilo da banda?
Uma mulher loura, de cabelão e vestida como se estivesse à beira da praia, abraçada a um homem vestido com os mesmos tecidos e estampas, de guitarra, com uma das mãos pousada na cintura dela. A cor verde te diz alguma coisa? Esta é a banda Calypso. Você consegue notar que é uma dupla que toca músicas para as pessoas dançarem, além de trabalharem a sensualidade?
Um caso típico onde se pode perceber alguma hierarquia na banda. Está evidente quem é o responsável por comandar a energia do público, mas mostrando também que todos tem o seu papel no grupo. Bermuda, calça rasgada no joelho, os tênis e cabelos também podem dar pistas de quem pode ser o público do Hori. Fãs de música buscam artistas que reflitam seus próprios estilos - mas, em alguns casos, uma banda pode ditar um novo estilo.
O que você sente com estes caras olhando para você, todos com roupas escuras, cabeludos e sérios, com aquela esfinge metálica como se fosse uma guardiã atrás deles? Especialmente com um deles, claramente o líder, apontando para você? O nome Iron Maiden diz alguma coisa para você? Se, por exemplo, você já curtisse essa banda e visse uma foto parecida com esta de outro grupo, ela chamaria a sua atenção?
Fui aluna de um cara que produziu a banda Kiss, e escreveu o livro "Kiss and Sell", onde, infelizmente, ele fala um pouco sobre a falta de organização na produção brasileira de eventos. Mas, para esta discussão, este não é o caso. Aqui, o que quero dizer é: O que pensar ao ver homens cabeludos, com as caras pintadas de branco e preto, vestidos de preto e prateado? O que este ar metálico, misterioso e até meio circense tem a dizer? A língua de um para fora significa alguma coisa?
A banda Lipstick, como o nome pode dizer, é composta por mulheres. Engraçado que elas não estão de batom (Lipstick = batom). A tatuagem, as roupas despojadas, os cabelos. Notam alguma simetria? A líder e a que está atrás usam blusas verdes. As que estão nas laterais usam xadrez, uma no vestido e outra na calça. E elas ainda conseguem passar a idéia de banda de garagem, pelo local onde a foto foi tirada.
O nome da banda é Machos. A presença dos metais é bastante evidente, e as roupas mostram a regionalidade da banda. De onde você imagina que eles são? Qual é a impressão que você tem ao ver uma banda toda uniformizada?
Está aí um caso de banda que conseguiu trabalhar o lado Emo de forma um pouco diferente. Quem diria que se tornaria moda homens usarem calças coloridas e coladinhas? O lado despojado e meio adolescente, de um fazendo sinais atrás da cabeça do outro, cria um vínculo com o público-alvo da banda. É como um retrato de um grupo social.
Mais uma vez, uma coisa urbana, à frente de um muro que parece mal feito ou já depreciado. Interessante que todos usam roupas pretas, exceto um. E por que a foto é preta e branca, e não colorida? Percebe o ar underground? O nome da banda é Strike, o que ele parece a você?
As expressões faciais dizem algo nesta imagem, que também tem um muro de fundo. O líder cabeludo e de cavanhaque, apesar da roupa, é o que aparenta mais normalidade (é claro que, propositalmente). Mais uma vez, as roupas pretas predominam. O nome da banda já está na imagem.
Theatre of Tragedy (Teatro da Tragédia), que é o nome da banda, parece ter algo a ver com esta imagem? Roupas pretas, um céu vampiresco, com a foto mais escura de forma geral. A hierarquia também é apresentada, com o casal posicionado à frente.
Bem, se você tem uma boa música que um determinado público gostaria de ouvir e a divulga bem, não tem porque não ganhar dinheiro com ela. Tudo é um processo, e a produção de sua imagem faz parte dele. A estrada é longa, mas é dando um passo após o outro que se chega lá.
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domingo, 15 de maio de 2011
Encontre os potenciais fãs de sua música no Twitter
Você já tem um trabalho musical pronto para mostrar ao público, mais ainda não sabe como chegar a ele? Use e abuse das ferramentas de pesquisa em redes sociais para chegar perto daqueles que podem ser os seus futuros fãs. Conheça o Follower Wonk.
Em primeiro lugar, vale já ter o seu perfil no Twitter com conteúdos interessantes que você tenha publicado (este é tema para outro post) ou, pelo menos, você já deve estar planejando isso. Mas, hoje, o que quero dizer é que existe um grande banco de dados de pessoas que podem estar esperando por uma novidade como a sua música, disponibilizado gratuitamente na web por elas mesmas. E, se você usar este recurso de forma estratégica, pode até se surpreender com os resultados.
Vou falar do Follower Wonk, uma ferramenta que te ajuda a localizar perfis no Twitter por cidade e palavras usadas em suas descrições. Isso quer dizer que, por exemplo, você pode estar a alguns cliques daquelas pessoas que moram no Rio de Janeiro e manifestam que são apaixonadas por MPB, ou daquelas que curtem o som das mesmas bandas que são referência para a sua música. Além disso, você já consegue ver, pelo número de seguidores, o grau de influência de cada uma delas e o quanto essas pessoas podem te ajudar a promover o seu trabalho, se elas gostarem tanto ao ponto de desejarem compartilhar.
Vamos a um exercício: Supondo que sua banda é de pop rock, com influências de U2, e que vocês hoje morem e trabalhem em São Paulo, onde, naturalmente, vocês começariam a divulgar sua música. Já falamos aqui sobre a questão das influências, ou seja, se você toca um som com influências do U2, há maiores chances de que os atuais fãs desta consagrada banda estejam abertos a conhecer o seu trabalho. Por isso, vamos tentar chegar a eles.
No Follower Wonk, clique em "more search options". Em "Search twitter bios for" escreva U2, e em "Location" escreva São Paulo. Depois é só clicar enter ou o botão da ferramenta para ver os resultados. Antes disso, você ainda pode criar outros filtros para a pesquisa, mas é interessante deixar mais aberto que, dependendo do que você encontrar, pode ter insights para refinar a sua busca. Veja abaixo a ilustração de como funciona essa pesquisa.
Em primeiro lugar, vale já ter o seu perfil no Twitter com conteúdos interessantes que você tenha publicado (este é tema para outro post) ou, pelo menos, você já deve estar planejando isso. Mas, hoje, o que quero dizer é que existe um grande banco de dados de pessoas que podem estar esperando por uma novidade como a sua música, disponibilizado gratuitamente na web por elas mesmas. E, se você usar este recurso de forma estratégica, pode até se surpreender com os resultados.
Vou falar do Follower Wonk, uma ferramenta que te ajuda a localizar perfis no Twitter por cidade e palavras usadas em suas descrições. Isso quer dizer que, por exemplo, você pode estar a alguns cliques daquelas pessoas que moram no Rio de Janeiro e manifestam que são apaixonadas por MPB, ou daquelas que curtem o som das mesmas bandas que são referência para a sua música. Além disso, você já consegue ver, pelo número de seguidores, o grau de influência de cada uma delas e o quanto essas pessoas podem te ajudar a promover o seu trabalho, se elas gostarem tanto ao ponto de desejarem compartilhar.
Vamos a um exercício: Supondo que sua banda é de pop rock, com influências de U2, e que vocês hoje morem e trabalhem em São Paulo, onde, naturalmente, vocês começariam a divulgar sua música. Já falamos aqui sobre a questão das influências, ou seja, se você toca um som com influências do U2, há maiores chances de que os atuais fãs desta consagrada banda estejam abertos a conhecer o seu trabalho. Por isso, vamos tentar chegar a eles.
No Follower Wonk, clique em "more search options". Em "Search twitter bios for" escreva U2, e em "Location" escreva São Paulo. Depois é só clicar enter ou o botão da ferramenta para ver os resultados. Antes disso, você ainda pode criar outros filtros para a pesquisa, mas é interessante deixar mais aberto que, dependendo do que você encontrar, pode ter insights para refinar a sua busca. Veja abaixo a ilustração de como funciona essa pesquisa.
Acima você viu a ilustração dos filtros de busca e, abaixo, já mostro os primeiros resultados. Você verá que aparecem o nome de usuário, localização, volume de pessoas que ele segue, número de seguidores e sua bio. A partir daí, você já pode ter uma idéia de quais são as pessoas com quem você deve buscar interagir no Twitter. Se você já tem um bom material, às vezes até vale enviá-lo de presente para os perfis com mais seguidores, pedindo que eles ouçam e comentem. Isso faz com que eles se sintam ainda mais especiais e, se forem cativados por sua música, vão querer que outras pessoas também vivam essa experiência.
Vale também seguir essas pessoas e, sempre que elas falarem de algo que tenha a ver com música e seu gênero musical, é a sua chance de marcar presença e se aproximar do seu potencial público, lembrando que este sempre deve ser um trabalho de persistência e paciência. Já está provado que, nas redes sociais, o que funciona é o diálogo, sendo a boa conversa e troca de conteúdos o que vai atrair olhares para o seu negócio musical.
Quer ganhar dinheiro com música? Continue acompanhando as dicas do Faça da sua música um negócio.
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domingo, 20 de março de 2011
Como construir o release da banda
Há alguns recursos que são essenciais para a divulgação de uma banda e, entre eles, está o bom e velho release. Pude perceber que muitas bandas redigem releases que mostram uma série de pontos fortes, mas de uma forma em que eles não tem o mesmo destaque que mereciam, e que poderiam encher os olhos de fãs e potenciais contratantes. Desta forma, apresento algumas dicas que podem tornar o seu release mais interessante, claro e, em especial, uma ferramenta de venda da banda.
Em primeiro lugar, lembre-se que todo texto deve ter início, meio e fim, sendo que, é como em seu show: A cada linha e parágrafo, você precisa conquistar o leitor para que ele deseje ver o que vem depois. Uma estrutura de três a quatro parágrafos é bastante aceita, mas, como o tempo das pessoas é cada vez mais escasso, vale tentar sintetizar o que você tem de melhor em dois parágrafos.
Ao ler o seu release, o leitor estará se perguntando: Por quê eu iria querer ouvir o som desta banda, ao invés de outra? Por isso, diga, literalmente em bom tom:
Em primeiro lugar, lembre-se que todo texto deve ter início, meio e fim, sendo que, é como em seu show: A cada linha e parágrafo, você precisa conquistar o leitor para que ele deseje ver o que vem depois. Uma estrutura de três a quatro parágrafos é bastante aceita, mas, como o tempo das pessoas é cada vez mais escasso, vale tentar sintetizar o que você tem de melhor em dois parágrafos.
Ao ler o seu release, o leitor estará se perguntando: Por quê eu iria querer ouvir o som desta banda, ao invés de outra? Por isso, diga, literalmente em bom tom:
- O nome da banda
- O gênero musical (assim as pessoas já podem saber rapidamente se é algo que lhes interessa ou não)
- Principais influências (um primeiro ponto de identificação com o público)
- De onde é (para mostrar as suas raízes)
- Tempo de vida (para mostrar a experiência)
- Temática das letras (para tocar as pessoas)
- A essência de sua proposta, mostrando onde é exclusiva
- As sensações que podem ser provocadas nas pessoas com a sua música
- Principais álbuns
- O grande prêmio, grande show, parcerias com artistas renomados, e/ou grande aparição na mídia
- Quem são os músicos
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